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O momento certo para largar o cigarro!!!!
23/09/2009 • Comportamento • 365 visita(s)
Se você fuma e está pensando em parar ou conhece alguém na mesma situação, saiba que vivemos atualmente um momento privilegiado para a tomada dessa ação.
Muitas das melhores teorias publicadas e pesquisas realizadas sobre mudanças de comportamento consideram que, quando as pessoas estão em uma situação contemplativa, ou seja, já pensam na possibilidade de alterar algum hábito, reunindo algum tipo de energia cognitiva que as faça refletir como a vida delas poderia ser melhor com a mudança, estratégias conhecidas como Controle Social e Ambiental têm boas chances de empurrar essas pessoas para a ação efetiva de alteração do comportamento.
Vivemos já faz algumas semanas a proibição de fumar em todos os ambientes fechados como bares, restaurantes, boates e etc. É como se uma energia externa poderosa conspirasse a favor dessa mudança extremamente positiva que é abandonar o tabagismo.
Cabe então a nós, personal trainers e life coaches aconselhar nossos alunos e clientes e ajudá-los a desenvolver estratégias para essa alteração de hábito. Uma estratégia, entre muitas outras, que parece funcionar diz que quanto mais tarde o fumante acender o primeiro cigarro do dia, mais perto está de abandonar o vício.
Vamos lembrar que as pessoas já tem boa consciência do que está errado na vida delas. Sua dificuldade maior não é reconhecer isso e sim gerar energia para agir, pois toda mudança de comportamento é ação-dependente.
Passe então a conhecer todas as estratégias existentes para largar o cigarro e engaje-se em processos de diálogo com seus clientes e alunos para descobrirem JUNTOS quais estratégias poderiam funcionar melhor com cada um deles. Não chegue com muitas respostas prontas porque aquilo que te parece a ação mais eficiente, pode não “fazer eco” com os valores, visões e missão dos seus clientes e criar resistência e incongruência já no início do seu suporte para mudança, além de reforçar a relação de dependência com você, inibindo a autonomia necessária para a aderência aos novos hábitos mais saudáveis.
Estipule racionalmente e em conjunto com seus cleintes metas e também trace planos de ação e acompanhamento simples.
Como dica final, lembre-se: a maioria das pessoas que inicia um processo de mudança, principalmente nas primeiras semanas, depende mais de energias externas (motivação extrínseca) do que de energias internas (motivação intrínseca) para caminhar no sentido do resultado esperado, portanto, além de contar com essa nova lei, faça-se presente como um sistema eficiente e acessível de suporte na vida delas.
Um forte abraço
Ivan de Marco
Personal Trainer
Life Coach
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Funcional, Core Training e Intervalados na capa da revista
Fui correr pelas ruas do meu bairro aqui em São Paulo esses dias e foi impossível não reparar nas bancas de jornais a capa da Revista IstoÉ dessa semana, sobre a qual muitos de meus clientes, alguns amigos e profissionais já perguntaram a minha opinião.
“O Novo Fitness” é a chamada principal e a matéria que foi publicada aponta três “tendências” principais que compõe essa “novidade”:
- Treinamento Funcional
- Treinamento do Core (core training)
- Treinamento Intervalado de Alta Intensidade
Li e reli a matéria. Também acessei o site da IstoÉ para conferir o que foi publicado online.
Matéria bem organizada, com depoimentos de profissionais renomados.
Treinamento Funcional e Core Training são alguns dos temas sobre os quais dou cursos, palestras, realizo workshops de capacitação de profissionais e também utilizo essa metodologia, em conjunto com outras, nos treinos dos meus clientes e na minha própria rotina de treino. Além disso, no último final de semana palestrei em um congresso, entre outros temas, também sobre Treinamento Funcional. Timing perfeito para que eu possa publicar aqui algumas das minhas considerações:
1 – O treinamento funcional não é novo. E nem é a “malhação do futuro”. Existe desde que o homem precisava se preparar fisicamente para qualquer atividade. Novos são alguns dos equipamentos mencionados na matéria. Os conceitos são antigos e muitos profissionais já utilizam com muita habilidade e criatividade esses conceitos e materiais nas suas prescrições de treinamento. O mesmo vale para o treinamento do core.
2 – Golaço da revista! Conseguiu esclarecer uma confusão que é comum inclusive entre profissionais da nossa área: treinamento funcional e core training não são sinônimos. Eles podem e devem ser COMPLEMENTARES. Em alguns aspectos possuem bases comuns, mas em outros, possuem conceitos diametralmente opostos. Exemplo: um dos princípios do treinamento funcional é a integração muscular realizada em movimentos que devem ser multi-planares e multi-articulares e core training implica no treinamento isolado de um pedaço do corpo. Já as características de estabilização articular e facilitação de transferências de força são bases comuns para ambos.
3 – Fiquei contente de ver que a revista não mostrou nenhum ato circense, como ficar em pé sobre a bola fazendo agachamentos, vinculando imagens como essa ao treinamento funcional ou ao core training. Outro gol da revista!!! Os riscos de posições como essa superam em muito os benefícios para a grande maioria das pessoas, devendo ser usados somente em situações muito restritas e com um público bastante preparado fisicamente para tal instabilidade. Vale lembrar que treinamento de equilíbrio, realizado com ou sem a ajuda de superfícies instáveis, pode ser um aspecto do treinamento funcional e do core training, mas não significa que ambos sejam a mesma coisa. É possível fazer treinamento funcional e do core sem obrigatoriamente adicionar instabilidade.
4 – Alguns dos materiais realmente fazem diferença. Ressalto o upgrade técnico que minhas prescrições de treinamento e meus próprios treinos tiveram quando passei a utilizar o Bosu, aproximadamente há dez anos atrás e também os kettlebells, há aproximadamente três anos atrás. Para a minha realidade de Personal Trainer que atende principalmente a domicílio, materiais leves e portáteis são ferramentas fantásticas. Não apenas pela facilidade de transportá-los e porque facilitam trabalhar com a metodologia funcional e de core training, mas também porque trazem variação e motivação para as minhas prescrições e sessões de treino.
5 – Faz bastante tempo que a ciência do exercício mostra benefícios superiores quando utilizamos métodos intervalados de treinamento ao invés de métodos contínuos, principalmente para a melhora cardiorrespiratória e também para o gasto calórico. Nesse aspecto, gostaria de apontar o treinamento com kettlebells como uma das opções mais interessantes. Muito mais do que uma ferramenta para treinamento funcional ou core training, os kettlebells permitem estimular o corpo de uma maneira que é difícil de ser conseguida com outros equipamentos e boa parte de sua metodologia de treinamento sugere treinos curtos, intervalados e de alta intensidade.
Segue aqui então um super elogio meu para a Revista IstoÉ que, apesar de ser direcionada para um público leigo, acertou em praticamente todos os aspectos técnicos da matéria que elaborou sobre a nossa área. O mérito merece ainda uma menção adicional quando realmente consideramos a diversidade de atividades, nomenclaturas e conceitos que os próprios profissionais da área utilizam e que poderiam facilmente confundir a criação da matéria.
Segue o link para o site da matéria online:
http://www.istoe.com.br/revista/indice-de-materias/582_O+NOVO+FITNESS
Boa leitura !
Abraços
Ivan de Marco
Personal Trainer
Life Coach
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Costrua Autonomia
11/03/2010
Estive viajando a trabalho e de férias no começo desse ano e pela primeira vez em quase 14 anos de trabalho como personal trainer e life coach deixei de atender minha carteira de clientes por quase três meses seguidos.
Parte desses clientes exercitou-se com uma orientação tipo “lição de casa” que deixei antes de viajar e também utilizando um pouco do meu suporte à distância, através de emails e alguns telefonemas. A outra parte ficou absolutamente sedentária.
Muitos dos preguiçosos confessaram que, não tendo o horário marcado comigo, não reuniam energia suficiente para treinar sozinhos.
É fato que, mesmo sem saber, muita gente quando contrata um personal trainer, espera que, além de toda programação e acompanhamento técnico dos exercícios, esse profissional leve para cada sessão de treinamento uma dose invisível de energia que quase magicamente vai motivar e impulsionar pessoas a realizar a rotina de exercícios programada.
Isso funciona! Principalmente para as pessoas que estão iniciando o desafio de adotar um estilo de vida mais ativo.
Porém, como aconteceu com alguns de meus clientes, esse esquema causou dependência. Se o personal trainer não está presente, as pessoas não treinam.
Além disso, quando a energia para realizarmos algo vem de fora da gente, seja através da presença física de um profissional ou amigo, ou então por alguma recompensa material como dinheiro ou outros bens, a duração dessa energia é muito curta.
Acredito que uma das propostas mais gratificantes da atuação de um personal trainer repousa na possibilidade de ajudar as pessoas a abandonar um pouco dessa dependência da nossa energia e vê-las criar energia dentro delas. Ver o despertar da auto-motivação.
Parece até comercialmente interessante que os clientes fiquem “dependentes” da nossa presença para se exercitar. Mas quando nosso trabalho falha em construir autonomia nas pessoas, estamos deixando elas em uma situação igualzinha a de boa parte dos clientes que pagam planos em academias de ginástica, mas só freqüentam esporadicamente. Quando o plano na academia se encerra, pouco ou nada mudou significativamente na vida dessas pessoas.
Fazer essa “transição energética” em busca da autonomia não é tarefa fácil para as pessoas e nem para os personal trainers e coaches. Mas pode ser um grande diferencial gerador de vantagem competitiva. Não conheço fórmula certa. Com base na minha experiência, seguem abaixo algumas dicas que considero importantes e que podem ajudar a criar essa autonomia:
1 – Fazer exercício significa submeter um corpo que estava em repouso a stress físico. Não é a toa que muita gente não gosta. Por isso as suas sessões de treinamento devem sempre ter alguma pitada de diversão para que as pessoas comecem a associar exercício físico com sensações agradáveis. Para alguns, a diversão vai estar em conversar e rir muito com você, contando piadas e casos da vida. Para outros, a diversão pode ser a novela que passa na televisão da sala de ginástica e que faz com que a atenção durante o treino fique totalmente dispersa. Descubra e respeite essas diferenças. Crie exercícios divertidos, eles também funcionam!
2 – Valide a competência física das pessoas. Durante a sessão de treino, o personal trainer é “testemunha do momento” e é importante que ajude os clientes a assumir inteiramente a responsabilidade sobre o processo e seus resultados. É impossível treinar pelos outros.
3 – Explore os fantásticos recursos do feedback positivo e imediato. Não basta só elogiar. É preciso que se crie um caminho neural de compreensão da razão daquele elogio dentro da cabeça das pessoas. Assim elas poderão se auto-elogiar quando repetirem sozinhas os mesmos acertos.
4 – Reforce verbalmente vínculos que se estabelecem na hora do treino e que vão além do exercício físico. Por exemplo: “Além de treinar, esse é o horário em que você coloca a conversa em dia com a sua vizinha que treina na academia do prédio no mesmo horário”. Sugestione também que é possível e provável que nos dias em não tem treino marcado, as pessoas sintam saudade do horário do treino. Você se surpreenderá com os depoimentos, principalmente daqueles que declaradamente odeiam se mexer.
5 – Tecnologia é muito bacana e personal training permite prescrevermos treino com um grau aumentado de precisão, utilize todas as ferramentas que estiverem à sua disposição, porém aposte também nas percepções subjetivas. Chame a atenção das pessoas para como elas se sentem antes, durante e após o treino. Pode-se começar apenas dando uma nota de zero a dez para a intensidade de cada sessão.
Essas são apenas algumas pequenas sugestões de ações que são potencialmente construtoras da autonomia. Aposte também no poder do treinamento mental e da visualização criativa.
Acredito que a orientação básica seja sempre “ensinar as pessoas a pescar ao invés de levar um peixe para elas a cada sessão de treino”.
Forte abraço!!!
Ivan de Marco
Personal Trainer
Life Coach
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A armadilha do momento mágico
Com o fim do ano se aproximando, é normal que se inicie um processo de reflexão a respeito do que fizemos ao longo dos últimos meses e também para pensarmos no que vamos fazer da nossa vida nos próximos.
No momento da virada, com fogos de artifício estourando, o impulso de criar em nossa mente uma lista com as coisas que desejamos realizar durante o ano que vai começar é quase irresistível.
Emagrecer, entrar numa academia, comer melhor, mudar de emprego, achar o amor da nossa vida, comprar um carro novo, iniciar um trabalho voluntário, reformar a casa, fazer uma viagem, aprender uma língua nova ou a tocar um instrumento musical, ler alguns livros, conhecer gente diferente. A lista é interminável.
Todos esses objetivos fazem parte da nossa busca existencial pela felicidade e sem dúvida possuem fortes conexões com as nossas emoções. Esses objetivos fazem parte dos nossos sonhos. É mais do que saudável sonhar. Boa parte das mudanças que valem a pena na nossa vida começa com um sonho.
Mas evite cair na armadilha do momento mágico. É muito comum que na hora da virada você prometa para você mesmo, e às vezes até declare para outras pessoas, uma série de metas para o ano que está começando. No embalo emocional da magia desse momento, é bem provável que essas metas sejam estipuladas sem nenhuma validação. Isso cria uma barreira inicial muito grande na busca de atingi-las. É como começar um jogo de futebol perdendo de 2 x 0.
Sonhos são desejos coloridos e metas são sonhos com prazo de validade.
Entre outras características importantes de uma meta bem estabelecida está o fato de que ela tem um prazo para ser atingida. A precisão do estabelecimento desse prazo fica muito comprometida quando a meta é estabelecida em um momento em que estamos dominados pela emoção. Daí é fácil rolar uma frustração na Páscoa, quando já se passaram quatro meses do ano e percebermos que ainda não fizemos nada para atingir aquelas metas estabelecidas, e muitas vezes até declaradas, na noite do Reveillon.
Minha sugestão é: na noite da virada, vale tudo. Sonhe mesmo. Pule as sete ondas, curta, brinde e celebre. Não esqueça também de agradecer por todas as coisas boas. E reserve na sua agenda dos primeiros dias do ano um espaço de 15 a 30 minutos para refletir sobre todos os sonhos que você quer realizar.
Uma estratégia bacana é ordená-los. Pode ser por prioridade ou até mesmo por uma previsão do tempo que você acredita que vai levar para realizá-los. Desse modo eles deixarão de ser apenas sonhos e vão se tornando metas e você já terá dado os primeiros passos para conquistá-los.
Nesse exercício você vai sacar coisas simples e que são muito difíceis de perceber durante a virada do ano com uma taça de Champanhe na mão. Por exemplo, é possível que numa rápida reflexão sobre alguns de seus sonhos você descubra que pode levar bem mais de um ano inteiro para realizá-los.
Devemos então procurar sempre estabelecer metas com a mente sintonizada na razão e evitar que as emoções tomem a frente e nos programem para coisas tentadoras, mas sem validação.
Momentos mágicos como a passagem de ano são ótimos para sonhar e são totalmente desfavoráveis para estabelecermos metas.
Lembre-se: as mudanças que podem acontecer na nossa vida em um ano novo vão depender muito mais das nossas ações do que da cor da roupa íntima que vamos usar durante a virada.
O ano de 2009 ainda não acabou e há muito que fazer ainda esse ano para atingir suas metas.
Super abraço.
Ivan de Marco
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